Num mundo marcado pela diversidade interpõe-se a divergência entre pontos de vista. Serão sempre pontos de vista a partir de um PONTO - seja o da porta da frente, seja o da porta dos fundos. É nesse espaço de escolhas que a arte se irrompe e transfigura-se em seu poder de recriar a vida, transformar as mentes, afetar as sensibilidades, encurtar as distâncias e encontrar os olhares. Se desejar entrar, a porta está aberta. Achegue-se mais e seja bem-vindo(a)!
até adormeceres em meus braços feito criança de
colo.
Fazer-te esquecer das incertezas do futuro,
do mesmo modo como me distraias contando histórias
de tua paixão alucinada pelo gênios da
literatura.
Desde cedo, destes-me a poesia como secreta confidente.
Agora, quem me dera bordar em teu rosto um riso largo
como aquele com que me recebes em casa após minhas constantes partidas.
E, por fim, acender-te ainda mais o olhar de mulher
realizada
como iluminas o meu nas horas mais difíceis.
Oh minha mãezinha, pudera eu homenagear-te como
merecestes.
Cá entre nós, deixo meu singelo recado.
Meu canto mais forte, minha rima mais genuinamente emotiva:
Que saudade eu sinto de você aqui.
[A autora compartilha também a música que está tocando pela enésima vez em sua tarde: o clássico "Blowin'In The Wind" de Bob Dylan. Essa é a canção preferida da minha mãe, tanto que posso até imaginar a cena dela cantando enquanto lavamos a louça do almoço de domingo.]
O amor é cheio de excentricidades. Um bocejo de
desculpas antecipadas e instantâneas. Naboca do estômago raros sorrisos doces e tristes e um sono
levíssimo. Desperta aos
mínimos sussurros para a
assaltar, em segredo, a calórica
geladeira dos desejos.