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sábado, 2 de agosto de 2014

Nova gramática da Língua Portuguesa

A normativa do amor é outra.

A inconstância do sujeito é predicado

e a palavra objeto é proibida

porque tudo em quem ama é insubordinável.

Se até os pronomes são relativos,

por que nossos advérbios não podem variar?

Se todo dia a gente perde ponto em concordância

por que é tão difícil acertar a regência?

Só é feliz quem faz da vida mais que um verbo intransitivo.

Discurso direto com dois pontos, parágrafo, coragem e travessão.

Quem sabe da vida o amor não seja aposto da espera

e a inconcordância verbal a sintaxe dos corpos numa perfeita oração? 

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